Reflexão sobre a implementação do ensino de ciências de saúde no âmbito da educação aberta dos países em desenvolvimento: o caso de Moçambique

Resumo

A implementação do ensino híbrido em ciências de saúde em Moçambique integra Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) para superar desafios educacionais e de saúde. Esse modelo, que combina ensino virtual e presencial, responde à escassez de profissionais e à necessidade de democratizar o acesso ao ensino superior, especialmente em áreas remotas. A experiência inicial dos cursos de ciências de saúde na Universidade Aberta ISCED (UnISCED) serviu de estudo de caso, com análise de documentos e relatórios sobre e-learning, simuladores, videoconferências e práticas laboratoriais. Os resultados mostram a eficácia do ensino híbrido, evidenciada pela frequência de estudantes de licenciatura em Nutrição e a graduação de 12 mestres em Saúde Pública. Contudo, persistem desafios como a desigualdade infraestrutural e o cepticismo sobre o modelo. Recomenda-se a sua expansão, com investimentos em tecnologia e sensibilização. Além disso, políticas educativas devem apoiar a integração das TICs no ensino superior, consolidando essa abordagem inovadora como estratégia viável para a formação em saúde e inclusão educacional em Moçambique e países em desenvolvimento.

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