Ensino híbrido e o desenvolvimento de competências dos profissionais do sector agrário das áreas remotas em Moçambique

Resumo

O presente estudo analisa o contributo do ensino híbrido na formação de profissionais da área de agricultura localizados nas áreas remotas em Moçambique. Recorrendo a uma amostra de 37 estudantes do terceiro ano dos cursos de licenciatura em Agro-negócios e de Desenvolvimento Agrário, oferecidos na modalidade híbrida, analisou-se a percepção sobre o modelo híbrido nos cursos de agricultura e suas motivações para adesão a este modelo de ensino. Características socioeconómicas como a idade do estudante, situação profissional, local de residência, intervalo de tempo entre a conclusão do ensino médio ao ingresso no ensino superior, foram também colhidas neste estudo. Os dados foram analisados com recurso ao pacote estatístico SPSS V.20, para determinar as médias, frequências e percentagens e os gráficos produzidos através do Excel. Os resultados da pesquisa mostraram que a média de idade dos estudantes é de 32 anos, com situação profissional activa, 83.8% dos estudantes reside nas zonas rurais. Os estudantes tiveram em média 7 anos de paragem entre a conclusão do ensino médio e o ingresso no ensino superior, sendo 43.2% apontou a ausência deste modelo de ensino em Moçambique na área de agricultura como o motivo da longa paragem nos estudos. Sendo a agricultura a base de desenvolvimento de Moçambique, com a necessidade de presença permanente dos técnicos directamente no campo, o ensino híbrido nos cursos de agricultura é um modelo eficaz, pois garante a continuidade de aquisição de competências profissionais consentâneas com a actualidade, bem como elevação do nível académico destes profissionais indispensáveis.

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